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    Estudo da FIA aponta que “boom” para cargos executivos ligados à inovação deverá seguir até 2020  Imagem:  Slider 1 Imagem:  leia mais […]
  • Ensino superior mais próximo das empresas
    Universidade abre portas para empreendedores e promovem a inovação no País Um dos maiores desafios do Brasil tem sido investir em inovação. Como existe um consenso no mercado de que grandes ideias nascem em pequenos negócios, aproximar empreendedores criativos dos centros de pesquisa e do desenvolvimento nas universidades tornou-se fundamental para ampliar o […]
  • Varejo irá crescer após primeiro trimestre
    Vendas iniciam de forma modesta, mas deve acelerar a partir de abril, segundo levantamento da FIA e Câmara dos Dirigentes e Lojistas Pesquisas de mercado começam a ser divulgadas e demonstram que o comércio brasileiro inicia o ano menos aquecido que em 2011. A Fundação Instituto de Administração (FIA), em parceria com a Felisoni Consultores Associados, fez u […]
  • Ações que funcionam na prática
    Empresas como Intel e Gartner afirmam que a implementação de rotinas simples e cuidado na aquisição de novos equipamentos podem gerar grande ganho sustentável  Imagem:  Slider 1 Imagem:  leia mais […]
  • Kraft e TerraCycle reduzem impacto de embalagens no ambiente
    Empresas promovem ação recorde para chamar atenção ao descarte de resíduos e para incentivar o reaproveitamento O “Esquadrão Verde Tang”, uma parceria entre a alimentícia Kraft Foods e a TerraCycle, empresa pioneira em processo de “upcycling” (criação de novos produtos com a valorização visual de embalagens de produtos antigos difíceis de serem recicladas), […]
  • O que fazer para melhorar a produtividade em 2012?
    Especialista garante que a má otimização dos processos é uma das principais causas da falta de competitividade dos preços  Imagem:  Slider 1 Imagem:  leia mais […]
  • Rotinas bem estabelecidas levam a ciclo contínuo de ideias
    Com as ferramentas e processos adequados é possível estabelecer rotinas de trabalho que garantam o desenvolvimento contínuo de novas ideias e processosA compreensão dos processos criativos dentro de uma empresa deve ter início pela definição dos tipos de inovação a ela inerentes. Há inovações que são de cunho tecnológico, que implicam no desenvolvimento de u […]
  • O que é a inovação em seu segmento de atuação?
    A diretora de marketing da Unilever, alerta que a inovação precisa também ser “filtrada” de modo a atender os ensejos do público e da empresa Os gestores sabem da importância da inovação e vivem constantemente sob a pressão de que é preciso inovar em produtos e processos para ganhar produtividade e conquistar cada vez mais espaço no mercado. Mas o que é a in […]
  • Auditorias devem fazer parte das ações estratégicas da empresa
    Processo pode garantir controle de execução e valorizar a organização, interna e externamente Seja por exigência legal ou por iniciativa interna da diretoria, as auditorias, em suas mais variadas formas, vêm ganhando espaço no dia a dia das empresas brasileiras e sendo vistas como instrumento estratégico e preventivo de gestão. Imagem:  […]
  • Imagem e capital humano ainda são incentivadores de políticas sustentáveis nas empresas
    Pesquisa da Amcham revela que 18% das empresas já relacionam o tema com seus modelos de gestão A Câmara Americana do Comércio (Amcham) apontou em recente pesquisa realizada com 76 de seus associados que o retorno de imagem e a qualificação e desenvolvimento do capital humano ainda são os principais alvos das ações sustentáveis empresariais. Imagem:  […]
  • 30jan

    Blog independente testa 4 ferramentas de e-mail marekting nacionais e 3 internacionais e o Easy Mailing, da empresa Dinamize, ganha em todos os quesitos avaliados

    Escolher uma ferramenta de e-mail marketing não é uma tarefa fácil. Além da infinidade de opções que temos disponível na Internet, existe a possibilidade de desenvolver uma solução própria. Depois que escolhemos, configuramos, testamos, migrar para outra opção é um processo doloroso. Perdemos histórico das ações e campanhas criadas, sem considerar o trabalho de migrar o mailling.

    O ranking realizado foi a primeira avaliação formal de empresas do ramo de e-mail marketing do mercado brasileiro. Ele foi elaborado por 20 profissionais da equipe da fábrica de software paulista ASTL durante os últimos seis meses. A pesquisa avaliou atendimento comercial, suporte técnico, facilidade e usabilidade da ferramenta, FAQ e manuais e velocidade de envio, sempre por pessoas diferentes e sem que as empresas participantes fossem avisadas. Entre as empresas foram avaliadas soluções de e-mail marketing de sete companhias diferentes, incluindo as americanas iContact, VerticalResponse e ConstantContact e as brasileiras Carteiro Express, VirtualTarget (UOL Host), Email Marketing (Locaweb), Easy Mailing (Dinamize).

    Numa pontuação de 0 a 5 a Dinamize teve média final 4,2, seguida pela iContact (3,4), ConstantContact (3,3), Virtual Target (2,8), Vertical Response (2,4), E-Mail Marketing Locaweb (1,4) e Carteiro Express (0,4). Os gaúchos obtiveram pontuação máxima em atendimento técnico e velocidade de envio.

    A gaúcha Dinamize, com sua solução Easy Mailing, ficou em 1º lugar em uma comparação com soluções estrangeiras. “Para a minha surpresa, a ferramenta Top 1 é nacional e gaúcha”, comenta William Correa, diretor da ATSL. “Quando comecei tinha todos os preconceitos possíveis em relação às tecnologias nacionais existentes”, admite o empresário. De acordo com Correa, a pesquisa foi motivada pelo grande número de pedidos de indicação de fornecedores de e-mail marketing que a ATSL recebe.

     Aproveito para divulgara Email Evolution Conference, evento promovido pela EEC – Email Experience Council, entidade subsidiária da norteamericana DMA – Direct Marketing Association. Este é o maior evento de e-mail marketing do mundo, realizado pela maior associação de marketing direto do planeta. O Email Evolution Conference acontecerá em Miami, nos dias 1º, 2 e 3 de fevereiro. Site para mais informações: www.the-dma.org/conferences/emailevolution/.

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  • 26jan

    Recebi hoje por e-mail uma mensagem que desejo compartilhar. Vejam abaixo, o título é “Veja como a crise acontece“:

    A crise
    Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente.
    Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava. As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses. E o negócio prosperava e prosperava . . . Seu cachorro quente era o melhor!
    Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
    O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
    Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai :

    - Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

    Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode estar com a razão! Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato ( e é claro, pior ). Começou a comprar salsichas mais barata ( que era, também, a pior ). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. 

    Tomadas essas ‘providências’, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor Faculdade… quebrou.

    O pai, triste, então falou para o filho: – ‘Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. ‘e comentou com os amigos, orgulhoso:
    - ‘Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise …’

    Aprendemos uma grande lição :
    Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas.

    O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo. E continua atual…”

    Moral da história: sendo o Marketing todo o processo do negócio, como um esforço integrado, para descobrir, criar, estimular e satisfazer necessidades dos clientes; o foco principal deve ser o entendimento do que os clientes que compõem o seu mercado percebem, precisam e desejam. Este tipo de informação é que deve influenciar diretamente um negócio.

    Muitos dizem que a propaganda é a alma do negócio. Mas o correto é compreender que a informação que permite conhecer e entender o seu mercado é a verdadeira alma de um negócio. É este tipo de informação que vai permitir analisar se o seu mercado estará imune ou não a uma crise.

  • 20jan

    Em sua essência, como diz Kotler (1991, p.02), “o marketing significa a execução das atividades de negócio que gerenciam a circulação das mercadorias ou serviços do fabricante aos consumidores, enquanto a publicidade é uma ferramenta que utiliza os meios de comunicação para tornar conhecido, aos compradores, certo produto ou serviço com fins comerciais”.

    Marketing difere também do processo de vendas já que “a venda está preocupada na necessidade do vendedor de converter o produto em dinheiro, o marketing com a idéia de satisfazer as necessidades do cliente por meio do produto e de todo um conjunto de coisas associadas à sua criação, entrega e consumo final” (LEVITT, 1960, p.8).

    Para abordarmos o tema Comunicação Organizacional e diferenciá-lo do Marketing, vamos utilizar o conceito de Margarida Kunsch. Margarida M. Krohlng Kunsch, Relações Públicas, Mestre, Doutora em Ciências da Comunicação e Livre-docente pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Referência obrigatória em assuntos de Relações Públicas e pioneira nos estudos de Comunicação Organizacional no Brasil, Margarida Kunsch publicou três livros, dezesseis coletâneas e inúmeros artigos científicos.
    Do espectro da comunicação integrada que Margarida Kunsch tem defendido, a comunicação organizacional compreende o conjunto das modalidades praticadas dentro das organizações – a comunicação institucional, a comunicação mercadológica ou de marketing, a comunicação interna e a comunicação administrativa. Assim a entende no sentido amplo e abrangente, conforme conceitos e práticas que, aos poucos, vêm sendo assimilados no contexto da realidade brasileira. Trata-se, na verdade, segundo ela, da comunicação corporativa, que no Brasil em grande parte ainda se chama de comunicação empresarial. Quanto a essa questão, a preferência de Margarida recai sobre o termo comunicação organizacional, que abrange todas as atividades comunicacionais, de maior amplitude, aplicando-se a qualquer tipo de organização pública, privada, sem fins lucrativos, ONGs, fundações etc. não se restringindo ao âmbito do que se denomina empresa. Já as relações públicas, a seu ver, têm como função essencial administrar e gerenciar, nas organizações, a comunicação com os diferentes públicos, com vistas à construção de uma identidade corporativa e de um conceito institucional positivo junto á opinião pública e á sociedade em geral. As relações públicas lidam com comportamentos, atitudes, conflitos e com a escolha de técnicas e instrumentos adequados de comunicação para encontrar saídas estratégicas institucionalmente positivas. Ou seja, trabalham com questões que dizem respeito á visibilidade interna e externa, bem como à construção da identidade corporativa das organizações (KUNSCH, p. 7).

    Toda a comunicação gerada numa organização deve ser entendida com uma filosofia de uma comunicação integrada e, esta filosofia, é parte integrante do composto de marketing de uma organização. O marketing trata da execução de atividades de negócio e para isto engloba desde o entendimento do consumidor, o produto num sentido amplo de solução (material ou imaterial), o preço ou medida de troca, a logística de circulação/entrega e a comunicação dessa organização como um todo.

    Referências

    KOTLER, Philip. Princípios de Marketing. 5.ed.  Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1991.

    KUNSCH, Margarida. Margarida Kunsch: novos paradigmas para a comunicação organizacional. http://encipecom.metodista.br/mediawiki/index.php/Margarida_Kunsch:_novos_paradigmas_na_comunica%C3%A7%C3%A3o_organizacional. (acesso em 20/01/2010).

     LEVITT, Theodore. Marketing Myopia. Harvard Business Review, 38, 4: 45-56. 1960.

     

  • 16jan

    O leitor Luís Augusto enviou o seguinte comentário:

    “PARABENS LIANA PELA INICIATIVA, mais agora vai uma dúvida. Um negócio quando surge sem propósitos financeiros e no decorrer surgem reais oportunidades, como no meu caso no site www.ondecurtirsamba.com.br, o trato era com a divulgação do samba, direcionado para o público consumidor de samba, quem ganha com isso são os grupos de samba, que ganham maior visibilidade. E então, como faço pra cobrar agora após oferecer o serviço 0800? Complementando ……. deixa eu falar um pouco mais sobre o meu veículo. Surgiu com a nescessidade de divulgação do samba dos grupos aqui de Salvador, hoje temos a marca de 23 países e 70 cidades, gerando nesse 1 ano de existencia 10.931 visitas. Nosso público alvo é o consumidor de samba que entra no site para se informar sobre onde curtir um bom samba, o nosso serviço é so divulgação que seria cobrado dos grupos e patrocinadores de samba da capital”.

    Luís Augusto, o trato com a divulgação do samba deve continuar sendo o foco principal do seu website. Ele funciona como um portal de informações sobre o samba que é, ao lado da cerveja e das mulheres, uma verdadei paixão nacional aqui no Brasil. Não vejo problema em iniciar um serviço de forma gratuita, como forma de experiência para quem está gerindo o negócio, e uma espécie de degustação, para quem o está consumido. A grande questão é oferecer algo que seja único e necessário o suficiente para que tenha tenha valor suficiente para que seja cobrado pelo público consumidor.

    Seu conteúdo é bom, uma espécie de agenda cultural do samba. Inclusive, estou escrevendo no blog ao som de um bom sambinha do seu portal, risos… Sugiro que ele continue sendo gratuito para o internauta e que seja criado um plano comecial que contemple os diversos tipos de formatos publicitários e ações promocionais possíveis de serem comercializados no portal para as bandas e empresas afins ao tema, como lojas que vendem instrumentos musicais. É preciso investir num vendedor para fazer esta comercialização e divulgar bastante o portal para ter grande audiência. Quanto maior a audiência e melhor o perfil do seu público, será possível cobrar mais pelos anúncios. Para divulgar o portal sugiro links patrocinados e patrocínio nas festas que compõem a agenda do samba. Desejo sucesso e muito trabalho!

  • 12jan

    Em um dos comentários do nosso blog foi escrito “O marketing está em todas as áreas”. Então, o que é mesmo Marketing? Será um conceito tão amplo? Ou será um significado mal compreendido? Falamos de Marketing de uma forma generalizada, repetimos o termo para nos referir a diferentes formatos de veiculação publicitária, ou promocionais, ou quando nos referimos à construção de marcas e ou gerenciamento da imagem pessoal, ou por exemplo quando nos referimos a diferentes ferramentas de comunicação, entre outras funções.

    No Miopia em Marketing, famoso artigo publicado pela Harvard Business Review em 1960, o professor da Harvard Business School Theodore Levitt expõe uma percepção da importância do marketing para o desenvolvimento dos negócios. Em síntese, sua teoria defende que os negócios estarão bem se o seu foco estiver centrado em entender e atender as necessidades dos clientes ao invés de apenas vender produtos. Ele apresenta a diferença entre marketing e vendas não como simplesmente uma questão semântica. Defende a crença na qual o foco da venda está nas necessidades do vendedor, enquanto o marketing nas necessidades do comprador. Nas suas palavras: “a venda está preocupada na necessidade do vendedor de converter o produto em dinheiro, o marketing com a idéia de satisfazer as necessidades do cliente por meio do produto e de todo um conjunto de coisas associadas à sua criação, entrega e consumo final” (LEVITT, 1960, p.8).

    Apesar de escrito em 1960, o artigo revela questões conceituais que permeiam as décadas subsequentes de forma irretocável. Isto porque a essência de seus argumentos está na orientação ao cliente, expressão comum nas páginas dos principais textos da recente literatura de marketing. Ao se debruçar sobre o artigo de Levitt, qualquer leitor pode constatar que esta é uma filosofia inerente ao marketing em si e, portanto, não deve ser considerado como um aspecto especificamente concebido ou relativo aos últimos dez anos.

    Levitt discorre ainda sobre conceitos essenciais para o estudo da estratégia de marketing: o consumidor, a indústria e o próprio marketing. Entenda-se consumidor como aquele que consome, para consumir ele compra e aquele que compra é o cliente. Interpretar-se-á aqui o conceito de indústria como metáfora de empresa.

     Na sua concepção, os consumidores são imprevisíveis, variados, volúveis, estúpidos, míopes, teimosos e, em geral, incômodos (LEVITT, 1960, p.12). Isto porque existe uma parcela inconsciente nos seres humanos que os influencia todo o tempo de forma imperceptível. Consequentemente, a impermanência de seus desejos os torna constantemente mutáveis e em busca de satisfação.

    Levitt afirma ser de compreensão vital para os homens de negócios a visão da indústria como um processo para satisfazer os clientes, não com a finalidade de produzir bens. Uma indústria começa com os clientes e suas necessidades e não com uma patente, uma matéria-prima ou um talento para vendas. Definidas as necessidades do cliente, a indústria se desenvolve para trás, preocupando-se primeiro com a entrega das satisfações, depois em como criar as coisas com as quais essas satisfações são em parte atingidas e, finalmente, a indústria retrocede mais atrás para encontrar as matérias-primas necessárias à fabricação dos produtos, etapa indiferente para o cliente (LEVITT, 1960, p.13).

    O marketing, nas suas palavras é definido como invariavelmente aquele que vê todo o processo do negócio como um esforço integrado para descobrir, criar, estimular e satisfazer necessidades dos clientes. O cliente é alguém “lá fora” que, com a devida habilidade, pode ser separado de seu dinheiro (LEVITT, 1960, p.13). Neste contexto, o marketing é visto como um processo de gerar satisfação, o cliente como um sujeito humano e distinto do poder do dinheiro que possui e a empresa como uma organização estruturada para viabilizar este processo, uma espécie de ponte entre o sujeito e aquilo que representa a sua subjetividade. Definitivamente Levitt humaniza as relações de mercado, colocando-as como um pano de fundo às relações humanas.

    Philip Kottler  é pesquisador, professor e autor dos principais manuais de marketing utilizados nas graduações e pós-graduações em todo o mundo. Tendo seu trabalho fundamentado nas concepções de Levitt, sintetizadas nas palavras “o cliente é tudo”, Kotler (1991, p.02) reapresenta o marketing como um processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtém aquilo de que necessitam e desejam por meio da criação e troca de produtos e valores. Um marketing em que conquistar um cliente tornou-se mais importante do que efetuar uma simples venda e no qual existe uma distinção clara entre o seu conceito e a publicidade. Em sua essência, como diz Kotler (1991, p.02), “o marketing significa a execução das atividades de negócio que gerenciam a circulação das mercadorias ou serviços do fabricante aos consumidores, enquanto a publicidade é uma ferramenta que utiliza os meios de comunicação para tornar conhecido, aos compradores, certo produto ou serviço com fins comerciais”.

    Referências:

    Trechos da minha dissertação de Mestrado cujo tema foi “INTERNET COMO FERRAMENTA DE MARKETING –DESENVOLVIMENTO DE UM INSTRUMENTO PROPOSITIVO PARA ANÁLISE DE PERFORMANCE EMPRESARIAL“. 2006. 111 f. Escola de Administração, Universidade Federal da Bahia, Salvador.

    KOTLER, Philip. Kotler on marketing: how to create, win, and dominate markets / Philip Kotler. 1.ed.  New York: Free Press, 1999. p. 165-220.

     ______. Princípios de Marketing. 5.ed.  Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1991.

     LEVITT, Theodore. Marketing Myopia. Harvard Business Review, 38, 4: 45-56. 1960.

  • 06jan

    Pegando carona no comentário do primeiro post, compreendo quando se diz que há esta frase em marketing que pode ser questionada , mas que carrega consigo muita verdade: “O que impulsiona o sucesso não são fábricas, instalações, produtos e pessoas, o que impulsiona o sucesso é ocupar um lugar na mente do prospect ”.

    Complementaria afirmando apenas que ela não deve ser questionada, ela deve ser uma verdade única. Isto porque a única razão de uma empresa existir é o seu cliente, é solucionar um problema ou atender uma determinada necessidade que determinado grupo de pessoas ou organizações tenha. Como diz o guru Peter Drucker “Só existe uma definição válida para a finalidade de um negócio: criar um cliente… Assim, qualquer empresa tem só duas, e só duas, funções básicas: Marketing e Inovação”.

    É com este desafio que criamos negócios. Embora possa parecer simples e lógico, não é o que tenho visto no dia a dia como publicitária e consultora de marketing no mercado. Na maioria das vezes, pelo que tenho percebido trabalhando com empresas, a maioria das pessoas, que decidem empreender, cria um negócio porque precisa ganhar dinheiro ou porque já ganhou algum dinheiro (com uma recisão ao sair de um emprego, por exemplo) e quer aplicar esta quantia em algo que lhe dê um bom retorno financeiro. O ponto de atração inicial está errado. E fatalmente essas experiências darão errado; muitas vezes custando caro.

    Um negócio não deve ser criado para atender uma necessidade financeira ou de qualquer outra ordem daquele que o criou, mas deve ser orientado a atender e gerar soluções para um mercado, que esteja disposto a pagar pelo que for ser oferecido. E, ao cumprir a sua missão, só então,  este negócio deve remunerar aquele(s) que investem na sua existência.

    O marketing existe para nos guiar nesta trajetória. Uma trajetória complexa e instigante.

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  • 04jan

    Resolvi inciar o meu blog oficialmente hoje, 04/01/2010, aniversário de casamento de meus pais, e primeiro dia útil do novo ano de 2010.

    A proposta será escrever sobre o dia a dia da gestão de negócios; atividade que todo líder executa de forma solitária. Criemos então um espaço para trocarmos idéias, compartilharmos dúvidas ou simplesmente vermos que existem pessoas cuja experiência de vida profissional passa por questões semelhantes as nossas.

    E por que negócios? Porque nunca tive um emprego. Comecei a trabalhar aos 16 anos, quando já era mãe, e aos 20 comprei participação na minha primeira empresa. Há 5 anos comecei a ensinar numa universidade e só então me dei conta de minha carteira de trabalho nunca havia sido assinada,  apenas existia registro de estágio. De uma forma geral, e pela falta dos empregos tradicionais, esta tem sido uma escolha cada vez mais frequente entre jovens empreendedores.

    O processo de mercantilização das pessoas e organizações pode ser compreendido como descaracterizador dos laços sociais e comunitários, assim como, pode também ser percebido na sua dimensão de instrumento viabilizador do desenvolvimento sustentável de símbolos nacionais e competências individuais que representam as sociedades. O que seria do homem sem a sua dimensão econômica? Não existiria. Pela sua própria natureza, como ser humano, é o único dos animais que realizam trocas e faz negociações. Dessa forma, tem perpetuado a sua espécie e tem evoluído prosperando no sistema capitalista pautado na democracia.

    A lógica mercantil, tendo sua dimensão política bem articulada, define regras e acordos que proporcionam um equilíbrio na atuação empresarial ou no modelo empresarial que determinadas instituições têm passado a adotar. Uma organização sustentada em valores e tradições pode ter uma atuação baseada em critérios de eficiência, rentabilidade, competitividade, individualismo, racionalização, dentre outros. Uma dimensão não precisa necessariamente eliminar a outra, elas podem coexistir. É assim que a sociedade moderna tem evoluído e tornando a empresa, pautada nos pressupostos de eficiência, qualidade, resultados e perpetuação, o principal modelo das atividades humanas; denominado na teoria de Solé (2004) de o processo de empresarização do mundo.

    Tratar jogadores como um produto e torcedores como clientes é apenas uma nomenclatura advinda dos modelos de mercado adotados inerentes aos pressupostos empresariais dos processos de administração (gestão) dessa organização de futebol. É uma transformação nos modelos mentais e, como tal sofre resistências. Um torcedor apaixonado, consome no exercício de sua paixão o seu time de futebol, tanto quanto aquele que escolhe investir no futebol como forma de entretenimento.

    Estratégia é uma escolha inteligente de um caminho a seguir ou forma de como executar um projeto. Jamais uma “arte manha”. Inerente ao processo de escolha, enquanto seres humanos, existem valores éticos envolvidos, independente da lógica mercantilista e contemplados na dimensão política que acompanha o sistema capitalista e sua empresas.

    Hoje, estou certa da minha escolha de ser dona do meu “próprio nariz”, ser autônoma, empresária, gestora do meu próprio negócio, senhora do meu destino e da minha liberdade. Acredito também que atuar profissionalmente no formato de empresa torna a relação com minha profissão, com as pessoas e empresas com quem trabalho  mais próspera, saudável e harmoniosa.

    Referências
    RODRIGUES, M. e SILVA, R. Empresarização no Figueirense Futebol Club e no Sport Internacional. Gestão.org evista Eletrônica da Gestão Organizacional. Volume 4, Número 3, nov./dez. 2006. http://www.gestaoorg.dca.ufpe.br/edicoes/N3_V4/GESTORG_2006_N3_V4_ARTIGO_EXIB_03.pdf
    SOLÉ, Andreu. ¿Qué es una empresa ? Construcción de un idealtipo transdisciplinario. Working Paper. Paris, 2004.